Grupo de Dança representa Pelotas e o Rio Grande do Sul no FIH2, em Curitiba, com coreografia inédita na categoria Júnior.
O grupo pelotense Trem do Sul foi selecionado para participar do FIH2, Festival Internacional de Hip Hop, considerado o maior festival de Hip Hop e danças urbanas da América Latina. A apresentação acontece no dia 3 de julho, no Teatro Positivo, em Curitiba, no Paraná, onde os bailarinos representarão Pelotas e o Rio Grande do Sul na categoria Júnior com a coreografia “Alta Frequência”, dirigida pelo professor, coreógrafo e fundador do grupo, Paulo Renato Monteiro.
O grupo, que completa 20 anos em julho, foi criado como um projeto social no bairro Navegantes. Segundo Paulo Monteiro, o Trem do Sul se tornou referência no cenário do hip-hop e da dança urbana, levando seu trabalho para importantes festivais nacionais e internacionais, representando a cultura gaúcha com identidade, força e originalidade.

Em 2026, o coletivo retorna ao FIH2, após a última participação em 2015, carregando, para além da experiência competitiva, a história de um projeto social voltado à formação artística de jovens da periferia.
A coreografia “Alta Frequência” Além da competição, os integrantes também participarão de workshops e atividades formativas promovidas pelo festival, em contato com professores e jurados nacionais e internacionais reconhecidos no cenário das danças urbanas.
Entre os nomes confirmados pelo FIH2 estão Gui Negão, do Brasil, Melvin Tim Tim, da França, e os norte-americanos Anthony Thomas e Marlee Hightower. O festival reúne grupos de diversos estados brasileiros e artistas de outros países em uma programação que inclui competições, oficinas, palestras e mostras artísticas voltadas à cultura Hip Hop.
Segundo o fundador do Trem do Sul, Paulo Renato Monteiro, conhecido artisticamente como Paulinho Trem do Sul, o projeto nasceu com o objetivo de democratizar o acesso às danças urbanas e criar oportunidades para jovens da periferia através da arte.será apresentada pelos bailarinos Rian, Lorena, Helena, Arthur, Lavínia, Valentina, Bruno, Gabriel, Sofia e João.

“O projeto foi criado há 20 anos com a intenção de ensinar a cultura das danças urbanas e do movimento hip-hop para a gurizada da periferia. A ideia sempre foi dançar, se divertir e proporcionar trocas de vivências com professores e grupos de outros lugares. Sem pretensão nenhuma, acabamos participando dos maiores festivais de dança do mundo”, afirma.
Ao longo de duas décadas, o grupo participou de eventos internacionais de destaque, como o Juste Debout, em Paris, considerado uma das maiores competições de street dance do mundo, além do World Hip Hop Dance Championship, realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. No Brasil, o Trem do Sul também construiu trajetória em festivais como o Festival de Dança de Joinville, o Passo de Arte e o próprio FIH2.
A relação do grupo com o festival paranaense já soma capítulos importantes. Em 2011, o Trem do Sul conquistou o 3º lugar na categoria Júnior da competição. Agora, em 2026, retorna ao palco levando uma nova geração de bailarinos e reforçando o compromisso com a valorização da cultura urbana no Rio Grande do Sul.
O grupo destaca o impacto social desenvolvido ao longo dos anos. Além das apresentações e campeonatos, o projeto atua na formação artística e humana de crianças e adolescentes, promovendo acesso à cultura, convivência e oportunidades profissionais através da dança.
Para viabilizar a viagem até Curitiba, o Trem do Sul está realizando rifas e arrecadações destinadas aos custos de transporte, hospedagem e alimentação dos bailarinos durante a participação no festival.
Atualmente, além de Paulo Renato Monteiro, a diretoria do grupo é formada por Pierre Mendes, Eliane Pereira, Henrique Souza, Pamela Machado, Ana Carolina Pereira e Júlia Gabriela Monteiro.




