Considerada um fenômeno do folclore uruguaio, a cantora e compositora Catherine Vergnes se apresentou na noite de sexta-feira (9), durante a 100ª Expofeira de Pelotas. Natural de Paysandú, a artista é um dos nomes de destaque da nova geração da música tradicional do país, com uma trajetória marcada por premiações, apresentações internacionais e forte presença nas redes sociais. Em seu retorno à cidade, reuniu composições autorais e interpretações de artistas uruguaios e gaúchos, celebrando as tradições culturais compartilhadas entre os dois países.
Conhecida como “La Sonrisa del Folclore”, Catherine ganhou projeção ao aproximar as novas gerações da música de raiz. Sua carreira inclui apresentações em países da Europa e das Américas, além de reconhecimentos como o prêmio de Melhor Álbum de Folclore nos Premios Graffiti, pelo disco Soy Campera, e o Charrúa de Oro, conquistado em 2022. A cantora também desenvolve projetos de valorização da identidade cultural uruguaia, como o Guitarreando, que percorreu instituições de ensino de diferentes regiões do país.
Em entrevista ao Arte-se, Catherine comemorou a oportunidade de voltar a Pelotas e reencontrar admiradores de seu trabalho. “Voltamos depois de muito tempo e reencontramos um público que fazia tempo que não víamos, mas também um público completamente novo para nós”, contou.
O repertório apresentado na Expofeira trouxe composições próprias inspiradas na vida no campo, nos cavalos e em mensagens de motivação. A cantora também interpretou músicas de artistas uruguaios e de nomes ligados à música regional gaúcha, como Leonel Gomez, Grupo Carqueja e Cristiano Quevedo, referências que, segundo ela, fazem parte de suas preferências musicais.
A apresentação atraiu espectadores de diferentes municípios da região. Catherine destacou o contato com pessoas que viajaram de cidades como Piratini e Chuí para acompanhar o show e relacionou essa identificação às tradições compartilhadas entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. “A música folclórica não tem língua, não tem idioma, não tem fronteira. O folclore é a nossa união. A música é o que nos faz compreender uns aos outros”, afirmou.
Para a artista, a recepção do público reforçou o significado de apresentar a música tradicional uruguaia em uma região com a qual mantém uma forte identificação cultural. “Estamos muito felizes por todo o carinho e pela energia de vocês. Foi fascinante. Essa é a nossa forma de ser e de transmitir o folclore”, completou.
O show integrou a programação cultural da edição centenária da Expofeira, realizada na Associação Rural de Pelotas, que segue até segunda-feira (12).


