O Museu do Doce inaugurou a mostra “Guardar para não esquecer, narrar para reinventar”, projeto que utiliza a arte contemporânea para conectar as memórias dos estudantes ao acervo histórico de Pelotas. A exposição é fruto de uma parceria entre a UFPel, a EEEF Francisco Simões e o museu, e segue aberta ao público no Casarão 8.
O trabalho começou na disciplina de Teoria e Prática Pedagógica em Arte da UFPel. Nela, graduandos em Artes Visuais criaram propostas educativas que serviram de base para as produções dos alunos da escola Francisco Simões.
A teoria pedagógica vira arte
Para o professor responsável pela disciplina, Daniel Bruno Momoli, a exposição é o resultado de uma investigação sobre como se ensina arte hoje. Os seis trabalhos expostos representam seis diferentes correntes teóricas estudadas em sala de aula.
“Segundo Momoli, o processo envolveu uma escolha pessoal de cada aluno diante das peças do museu. “Os alunos foram acionando memórias a partir do acervo e transformamos esse diálogo em propostas educativas”, explica o professor. Ele destaca que o principal objetivo da mostra é celebrar o aprendizado conjunto entre escola, universidade e museu.
A aproximação das crianças com o espaço museológico também é um dos pilares da iniciativa. Para o licenciando Tiago Facio, levar a produção dos alunos para além do ambiente escolar ajuda a construir uma sociedade que valoriza a produção artística.
Facio defende que a compreensão da arte é essencial para a evolução social. “Trazer as crianças faz com que elas percebam que o patrimônio histórico também faz parte da história delas”, afirma o estudante. Ao ocupar o museu com suas próprias narrativas, os alunos ressignificam os objetos expostos e tornam-se, eles mesmos, parte da história do local.
Serviço
Exposição “Guardar para não esquecer, narrar para reinventar”
Dia: 24 a 10 de março.
Hora: 13h às 18h
Local: Museu do Doce (Pr. Coronel Pedro Osório, Casarão 8)


