O coletivo e bloco Batucantada realiza, neste sábado (14), uma série de oficinas musicais voltadas para mulheres e dissidências de gênero na Secretaria de Cultura de Pelotas. A iniciativa integra o projeto “Coletivo e Bloco BatuCantada: Mulheres na Percussão e Carnaval, com oficinas gratuitas ministradas pelas artistas porto-alegrenses Lívia Fontoura, Pâmela Amaro e Carine Brazil. As aulas de sopro, cavaquinho e percussão, ocorrem nos períodos da manhã e da tarde, encerrando as atividades com um cortejo musical em direção ao Mercado Público.
A história da Batucantada começou a ser desenhada em março de 2020, a partir de uma oficina da Mestra Vanessinha. Desde as primeiras atividades no Instituto Hélio D’Angola, em 2022, o grupo se consolidou como um espaço de resistência e formação. Segundo a produção, a Batu nasceu do desejo de criar um espaço para que mulheres pudessem praticar e tocar percussão. Com o tempo, novas integrantes foram se somando ao coletivo, que acabou se consolidando e realizou seu primeiro carnaval em 2023.
A escolha das artistas para as oficinas de sábado faz parte de uma estratégia de articulação. Segundo a organização, foi realizado um mapeamento de mulheres que protagonizam a cena da música no estado para articular uma rede com quem tem desbravado esses espaços e fortalecer as integrantes da Batucantada como profissionais da cultura.
A programação começa às 10h30 com a oficina de sopro com a musicista Lívia Fontoura. À tarde, às 13h30, Pâmela Amaro, reconhecida voz do samba gaúcho, ministra a aula de cavaquinho. O ciclo encerra às 16h com Carine Brazil, regente do bloco “Não Mexe Comigo Que Não Ando Só”, à frente da oficina de percussão.
Música que empodera
Um dos objetivos centrais do coletivo é fortalecer a presença feminina e da comunidade LGBTQIAPN+ na área musical, combatendo a marginalização histórica nesses espaços. Como o primeiro bloco de carnaval formado exclusivamente por mulheres em Pelotas, segundo a organização, o Batucantada utiliza a música como ferramenta de empoderamento e equidade, valorizando a cultura afro-brasileira.
Com quase meia década de trajetória, a “Batu” apresenta números expressivos: o que começou com 15 mulheres, hoje já contabiliza mais de 80 participantes em oficinas e desfiles. Esse desenvolvimento reflete na qualificação do bloco, que agora conta com sede própria, rainha e porta-estandarte, além de parcerias com o Clube Chave Não Molha e a produção de um documentário próprio.
O encerramento das atividades deste sábado será com um cortejo musical às 19h, saindo da Secretaria de Cultura (Secult) em direção ao Mercado Público. O projeto é realizado com recursos do Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB), via SEDAC RS e Ministério da Cultura. Para participar das oficinas, as interessadas devem possuir instrumento próprio e realizar a inscrição pelo Instagram oficial (@batucantada).
Serviço
Oficinas de Música e Cortejo Batucantada
Dia: Sábado, 14 de março
Horários:
10:30 – Sopro (Lívia Fontoura)
13:30 – Cavaquinho (Pâmela Amaro)
16:00 – Percussão (Carine Brazil)
19:00 – Cortejo musical até o Mercado Público
Local: Secult Pelotas (Casarão 2 da Praça Coronel Pedro
Osório)
Inscrições: Link na bio do Instagram @batucantada
Obs: Necessário levar o próprio instrumento. Evento voltado
para mulheres e dissidências de gênero.
Evento Gratuito


