O Laranjal passa a contar com um novo espaço dedicado à produção e circulação cultural. Inaugurado no sábado (14), o Clube de Cultura da Zona Sul, localizado na Rua São Leopoldo, 243, nasce a partir da trajetória da Casa do Tambor e propõe ampliar o uso do local como ponto de encontro entre artistas, trabalhadores da cultura e a comunidade.
A iniciativa mantém vínculos diretos com o que já vinha sendo desenvolvido no endereço, mas reposiciona o espaço dentro de uma lógica mais aberta e colaborativa. “O Clube de Cultura chega para dar uma continuidade ao que já vinha sendo trabalhado pela Casa do Tambor, mas agora com uma proposta um pouco mais ampliada”, explica a produtora cultural Mari Neuwald.
Criador do projeto, o músico Kako Xavier reforça esse movimento de transição ao destacar o acúmulo construído ao longo dos anos. “Ele pega essa história de 9 anos da Casa do Tambor e traz mais artistas, trabalhadores da cultura, produtores para esse espaço aqui no Laranjal”, afirma. A ideia, segundo ele, é consolidar o local como ambiente de convivência e produção, onde diferentes linguagens possam coexistir e se desenvolver.
A proposta inclui a realização de shows, oficinas, ensaios e encontros formativos ao longo do ano. Para além da agenda de atividades, o espaço se coloca como uma estrutura disponível para criação e compartilhamento. “Que o Clube de Cultura seja esse berço para receber os artistas, não só de Pelotas, mas de toda a Zona Sul do Estado”, projeta Mari.
A noite de inauguração também funcionou como uma síntese do que o projeto pretende movimentar. O público acompanhou apresentações do Bando Gramelô, formado por Sulimar Rass, Cardo Peixoto, Leandro Maia e Kako Xavier, além da Tamborada, grupo que surgiu no próprio espaço e segue tendo ali sua base.
Para o produtor cultural Fernando Keiber, a abertura do Clube dialoga com um momento mais amplo da cidade. “Esse espaço aqui se transformando em um espaço cultural da Zona Sul é muito bacana, muito importante, e também valoriza o trabalho do Kako e de toda a galera que já faz isso há muito tempo”, avalia. Ele também aponta a criação do espaço como sinal de movimento na cena local: “Dá pra notar que tem uma nova frente se abrindo”.
Ao projetar os próximos passos, os idealizadores reforçam o caráter aberto do espaço. “A gente está super feliz, esperando a visita de vocês, e que vocês conheçam e tragam suas artes para cá também”, convida Kako Xavier.


