O artista pelotense Jefferson Dias, conhecido como Brids, trabalha principalmente com ilustração e miniaturas personalizadas. Seus desenhos e pequenas esculturas geralmente nascem de histórias que as pessoas levam até ele, como lembranças, relações afetivas ou homenagens a alguém importante. A partir desses relatos, o artista cria personagens e cenas que procuram traduzir essas memórias em imagem.
Boa parte do trabalho surge a partir de encomendas personalizadas. Pessoas que procuram o artista geralmente querem transformar uma relação, uma lembrança ou um momento importante em imagem. Antes de começar a desenhar ou modelar, Brids costuma ouvir as histórias por trás do pedido, quem é a pessoa retratada, qual o vínculo entre elas, que memórias querem preservar. A partir dessas narrativas, ele constrói personagens e cenários que procuram traduzir visualmente esses afetos.
Esse mesmo cuidado aparece nas miniaturas, modeladas principalmente em biscuit. Podem ter poucos centímetros, mas carregam expressões, gestos e elementos que ajudam a contar uma pequena história. O interesse por esse tipo de criação vem da infância, quando ele já colecionava miniaturas e desenvolveu um olhar atento para personagens e detalhes.
Embora hoje seja mais conhecido pelas ilustrações e esculturas, Brids transita por diferentes linguagens criativas. Já passou pelo teatro, fez stand-up, trabalhou com animação de festas e também escreve roteiros. Essas experiências acabam alimentando seu processo criativo, especialmente na construção de personagens, elemento que aparece tanto no palco quanto no papel ou nas pequenas esculturas que produz.
Agora, o artista também começa a se aproximar do audiovisual, participando do desenvolvimento de curtas independentes como roteirista. Mesmo explorando várias áreas, ele reconhece que a vida criativa exige foco e persistência, especialmente em uma cidade onde viver de arte ainda é um desafio.
Para ele, no entanto, existe algo que sustenta quem decide seguir esse caminho.
“Se o artista não tem oportunidade, ele cria.”


