Fundado em 2016, na zona norte de Pelotas, o Grupo de Dança Mariana Espilman chega a 2026 celebrando uma década de atividades marcada por crescimento, apresentações e pela formação de jovens bailarinas. O projeto começou de forma simples, com apenas cinco alunas, um aparelho de som e o desejo da professora Mariana Espilman de criar um espaço próprio para ensinar dança.
Segundo a fundadora, a ideia surgiu da vontade de desenvolver um ambiente de ensino mais acolhedor dentro da área artística. “Eu queria ter um espaço onde pudesse trabalhar a dança com a minha cara. Costumo dizer que aqui nós ensinamos dança com afeto, o que às vezes não é muito comum na área”, afirma.
Ao longo dos anos, o grupo se consolidou como um espaço de prática e formação em dança na região. Atualmente, atende dezenas de alunas com idades entre 3 e 22 anos, além de oferecer turmas de jazz para mulheres com mais de 40 anos. Instalado na Avenida Fernando Osório, o espaço tornou-se também um ponto de encontro cultural para moradores da zona norte interessados em se aproximar da dança.
Em uma década de trajetória, mais de 270 alunas já passaram pelo grupo. Nesse período, foram realizados dez espetáculos de dança e três mostras internas, além da participação em mais de 13 festivais competitivos no Rio Grande do Sul e no Uruguai. Nessas competições, o grupo conquistou mais de 45 premiações.
Entre os reconhecimentos lembrados pela professora estão o destaque em Jazz Infantil no festival Santa Maria em Dança, em 2017, o prêmio de melhor escola no Dança Arroio Grande, em 2018, e o reconhecimento no Rio Branco em Danza, em 2023. Em 2025, o grupo também recebeu o título de escola destaque em uma das noites competitivas do MUV Festival de Dança, realizado em Sapiranga.
Como em muitos projetos culturais independentes, os primeiros anos também trouxeram desafios. Mariana lembra que a gestão do espaço foi uma das maiores aprendizagens nesse processo. “No início precisei entender que o grupo de dança também era uma empresa. Aprender a organizar eventos, viagens, figurinos e toda essa estrutura fez parte do caminho”, conta.
Mesmo com as dificuldades, a professora acredita que a dança possui uma força que naturalmente aproxima as pessoas. Para ela, o envolvimento com a arte vai além da técnica ou do exercício físico. “A gente sempre sai de uma aula de dança renovado. Com a dança conseguimos expressar sentimentos que muitas vezes ficam reprimidos. Eu acredito muito nesse poder terapêutico da dança”, diz.
Pensando no futuro, Mariana afirma que a intenção é continuar ampliando o trabalho desenvolvido pelo grupo. Entre os planos estão a formação de novos professores e a possibilidade de levar aulas para outras cidades da região sul, como São Lourenço do Sul, Canguçu e Arroio do Padre.
Para marcar os 10 anos do grupo, está previsto para dezembro de 2026 um espetáculo especial no Theatro Guarany, que reunirá alunas e coreografias desenvolvidas ao longo do ano.


