O Madre Mia iniciou, na segunda-feira (8), a nova temporada do projeto Mucha Arte, mostra que renova três vezes ao ano o conjunto de obras expostas no restaurante. A edição reúne sete artistas de diferentes trajetórias e regiões, com trabalhos disponíveis para visitação até abril de 2026.
A curadoria de Emir Sarmento aposta na convivência entre múltiplas técnicas, como pintura, colagem, cerâmica, bordado, fotografia e desenho, criando um mosaico de linguagens que dialogam entre si sem hierarquias. Parte dos trabalhos também se relaciona com o universo urbano e com práticas de reuso, ampliando o espectro visual da mostra.
Um dos destaques é o painel do artista Odyr, quadrinista e ilustrador com trajetória nacional e internacional. Sua obra apresentada no Madre Mia é composta por réplicas pintadas à mão de capas de álbuns de sua coleção de vinil, formando um grande mosaico que articula memória, referências sonoras e afetos. Uma espécie de autobiografia visual construída pela música.
O recorte mais intimista da mostra reúne obras de Claudia Marques e Ricardo Freitas. Claudia trabalha com técnica mista combinando fotografia, bordado e tinta, criando composições que exploram rostos de mulheres jovens, idosas, negras, brancas, magras e gordas, e suas expressões, marcas e estados emocionais. Já Ricardo apresenta composições abstratas que operam como metáforas visuais de imaginação e sentimento. Como ele define: “são expressões e sensações que se transfiguram em forma de arte”.
Completam a edição Martina Nickel (RS), Mariana Castello (SP), Eduardo Vaso (SC) e o francês Jerôme Rehel, que viveu recentemente em Pelotas, onde ministrou oficinas no Espaço Ágape, e agora retorna à França exibindo parte de sua produção no restaurante.
A mostra pode ser visitada gratuitamente durante o horário de funcionamento do Madre Mia.



