A morte de Marco Lapolli Ayala, nesta terça-feira (2), causou comoção entre amigos, colegas, professores e pessoas ligadas à dança em Pelotas. Aos 20 anos, o jovem artista conciliava a formação em Jornalismo com uma trajetória cada vez mais presente nos palcos, festivais e competições, especialmente nas danças urbanas e no estilo livre. A morte foi confirmada pela família, e a causa não foi divulgada.
Bailarino da Adágio Escola de Dança, Marco reunia um currículo expressivo para alguém tão jovem. Foi campeão sul-americano de Hip Hop Unite em 2024, convocado para a Seleção Brasileira de Hip Hop Unite 2025, aprovado quatro vezes no Palco Aberto do Festival de Dança de Joinville e uma vez no Prêmio Curitiba em Dança. Também foi multimedalhista no MUV Festival, em Sapiranga.
Nas últimas semanas, havia celebrado um dos momentos mais marcantes da carreira no Jaguarão em Dança. No festival, conquistou primeiro lugar em Solo Adulto Danças Urbanas e em Grupo Adulto Danças Urbanas, segundo lugar em Solo Adulto Estilo Livre, com uma coreografia autoral, além do reconhecimento como Bailarino Destaque da Noite. Ao comentar as premiações, Marco destacou a alegria de apresentar trabalhos construídos com amigos, críticas sociais e expressões da própria individualidade.
Esse modo de pensar a dança também aparecia na relação dele com o Jornalismo. Em abril deste ano, Marco participou do Dia Mundial da Criatividade Pelotas 2026, onde apresentou um trabalho sobre seu processo criativo a partir da união entre duas paixões: a dança e a comunicação. No relato sobre a experiência, definiu a apresentação como parte de um projeto de vida e defendeu a criatividade como uma ferramenta para pensar o futuro.
O velório ocorre nesta quarta-feira (3), a partir das 7h, na Capela 03 do Memorial Angelus Pax, na Avenida Duque de Caxias, 406, com cerimônia de despedida às 17h e encaminhamento posterior ao Crematório Angelus.



