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Folia em transformaçãoPelotas já teve um dos maiores carnavais do Brasil. O que mudou?

Pelotas já foi considerada a cidade do terceiro maior Carnaval de rua do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro e do Recife. A referência aparece em estudos históricos sobre o período da Rua XV, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970, quando a festa alcançou grande projeção nacional.

Mas o que aconteceu para que aquele cenário não se mantivesse? E, olhando para os números atuais, o crescimento dos blocos de rua indica uma nova fase?

Antigamente

No início do século XX, pesquisadores passaram a utilizar a expressão “Grande Carnaval” para definir o modelo organizado por clubes tradicionais, com desfiles luxuosos e forte influência europeia. Era um carnaval estruturado, competitivo e concentrado no Centro.

Já entre 1950 e 1970, a dinâmica mudou. A Rua XV de Novembro se tornou o principal ponto de encontro da cidade. Famílias levavam cadeiras para as calçadas, foliões circulavam pelo leito da rua e os desfiles noturnos reuniam milhares de pessoas. Não havia arquibancadas fixas nem setores isolados: a festa acontecia no mesmo espaço em que o cotidiano da cidade se desenrolava.

À tarde, surgiam fantasias improvisadas e grupos espontâneos. À noite, desfilavam escolas como Academia do Samba e General Telles, além de outras agremiações da época. Para muitos integrantes, especialmente da comunidade negra, o desfile representava um momento de valorização cultural e visibilidade pública em um contexto social que oferecia poucas oportunidades de protagonismo.

A combinação entre participação popular massiva, centralidade urbana e forte identidade coletiva ajudou a projetar o Carnaval de Pelotas para além do Estado.

Mudanças de rota

A partir dos anos 1980, os desfiles passaram a ocorrer em diferentes pontos da cidade como Marechal Floriano, Praça 20 de Setembro, Avenida Bento Gonçalves, antiga Viação Férrea e, mais recentemente, a área portuária. A Rua XV deixou de ser o eixo permanente da festa.

Com isso, o Carnaval perdeu a concentração que ajudava a consolidar sua imagem externa. Ao mesmo tempo, transformações econômicas, mudanças no perfil do Centro e períodos de menor organização dos blocos de rua contribuíram para um movimento mais tímido ao longo dos anos 1990 e início dos anos 2000.

O Carnaval não desapareceu, mas deixou de ter o mesmo impacto concentrado de décadas anteriores.

 

A retomada recente

Nos últimos anos, porém, os números apontam para um novo momento. Em 2024, 40 blocos realizaram 37 desfiles e reuniram cerca de 60 mil foliões. Em 2025, o total de entidades subiu para 60, um crescimento de 50%.

Para 2026, a programação oficial divulgada pela Prefeitura contabiliza 57 blocos e bandas de rua, com desfiles entre janeiro e março. O calendário ultrapassa o feriadão e se estende por mais de um mês.

Um detalhe importante nesse processo é a dinâmica territorial. A retomada começou no Centro, com crescimento no entorno da Rua XV,do calçadão e da Praça Coronel Pedro Osório. A partir do aumento de público e de blocos cadastrados, os desfiles passaram a se espalhar por diferentes bairros.

Hoje, o Carnaval acontece tanto no Centro quanto em regiões como Fragata, Navegantes, Laranjal, Areal, Cohab, Getúlio Vargas e Simões Lopes. Se no auge da Rua XV havia um único grande polo, agora há múltiplos pontos de encontro. Blocos itinerantes percorrem quadras específicas, mobilizando moradores e comerciantes locais. A descentralização amplia o acesso e distribui a festa pelo território urbano, sem eliminar a presença tradicional no Centro.

Além dos desfiles de rua, a programação inclui concursos na Passarela do Samba, encontros de tambores e eventos gratuitos e pagos que se estendem até março.

O cenário é diferente daquele que projetou Pelotas nacionalmente na metade do século passado.

Se antes a força estava na centralidade absoluta, hoje ela parece estar na multiplicação, com mais blocos, mais datas e mais territórios envolvidos. O Carnaval já não depende de um único eixo urbano para existir.

Talvez a pergunta não seja apenas “por que não é mais como antes?”, mas “que tipo de Carnaval a cidade está construindo agora?”.

Se isso representa o início de um novo ciclo, os próximos anos irão mostrar. Por enquanto, os números indicam que a festa voltou a ganhar fôlego.

A retomada recente

Nos últimos anos, porém, os números apontam para um novo momento. Em 2024, 40 blocos realizaram 37 desfiles e reuniram cerca de 60 mil foliões. Em 2025, o total de entidades subiu para 60, um crescimento de 50%.

Para 2026, a programação oficial divulgada pela Prefeitura contabiliza 57 blocos e bandas de rua, com desfiles entre janeiro e março. O calendário ultrapassa o feriadão e se estende por mais de um mês.

Um detalhe importante nesse processo é a dinâmica territorial. A retomada começou no Centro, com crescimento no entorno da Rua XV,do calçadão e da Praça Coronel Pedro Osório. A partir do aumento de público e de blocos cadastrados, os desfiles passaram a se espalhar por diferentes bairros.

Hoje, o Carnaval acontece tanto no Centro quanto em regiões como Fragata, Navegantes, Laranjal, Areal, Cohab, Getúlio Vargas e Simões Lopes. Se no auge da Rua XV havia um único grande polo, agora há múltiplos pontos de encontro. Blocos itinerantes percorrem quadras específicas, mobilizando moradores e comerciantes locais. A descentralização amplia o acesso e distribui a festa pelo território urbano, sem eliminar a presença tradicional no Centro.

Além dos desfiles de rua, a programação inclui concursos na Passarela do Samba, encontros de tambores e eventos gratuitos e pagos que se estendem até março.

O cenário é diferente daquele que projetou Pelotas nacionalmente na metade do século passado.

Se antes a força estava na centralidade absoluta, hoje ela parece estar na multiplicação, com mais blocos, mais datas e mais territórios envolvidos. O Carnaval já não depende de um único eixo urbano para existir.

Talvez a pergunta não seja apenas “por que não é mais como antes?”, mas “que tipo de Carnaval a cidade está construindo agora?”.

Se isso representa o início de um novo ciclo, os próximos anos irão mostrar. Por enquanto, os números indicam que a festa voltou a ganhar fôlego.

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JULHO

 

03/07 — Feira Itinerante Doce Garimpo

Hora: 9h às 17h
Local: Praça Coronel Pedro Osório
Entrada: Gratuita

03/07 — Flashback Party

Hora: 21h
Local: Johnnie Jack
Ingressos: WhatsApp (53) 99212-5757

03/07 — Club Confessions

Hora: 0h
Local: Galpão Satolep
Ingressos: Cheers

04/07 — Sem Reznha em Pelotas

Hora: 21h
Local: Barão Gastronomia
Ingressos: WhatsApp (53) 99938-2915

07/07 — Reabertura do Theatro Sete de Abril

Hora: A partir das 18h
Local: Theatro Sete de Abril
Atrações: DJ Helô e Vitor Ramil
Ingressos: Gratuitos (retirada na bilheteria)

08/07 — Grupo Tholl

Hora: 20h
Local: Theatro Sete de Abril

08/07 — Noite Nativista com Jairo Lambari Fernandes

Hora: 21h
Local: Johnnie Jack
Ingressos: WhatsApp (53) 99212-5757

09 e 10/07 — ROBOPEL 214

Hora: 8h30 às 11h30 e 13h30 às 17h30
Local: Pelotas Parque Tecnológico
Entrada: Gratuita

11/07 — Xana Gallo

Hora: 21h
Local: Johnnie Jack
Ingressos: WhatsApp (53) 99212-5757

12 e 13/07 — 2ª Edição do Pelotas em Dança

Local: Auditório do Colégio Gonzaga
Ingressos: Link na bio do @pelotasemdanca

12/07 — O Chamamé e o Rasguido Doble

Hora: 19h
Local: Sociedade Pelotense Música Pela Música
Ingressos: WhatsApp (53) 98144-3366

17/07 — Lançamento do livro Memórias Dramaturgicas

Local: Sede da VSQ

18/07 — Arrasta-Pé – Leu e o Forrógodó

Hora: 19h
Local: Terrário Bar
Ingressos: WhatsApp (53) 99963-4565

18/07 — Nei Lisboa

Hora: 20h30
Local: Theatro Sete de Abril
Ingressos: TicketSul

18/07 — DASMINA 10 Anos

Hora: 0h
Local: Galpão Satolep
Ingressos: Cheers

24/07 — Quarteto Coração de Potro apresenta “Folcloreando”

Hora: 21h
Local: Theatro Guarany
Ingressos: Uhuu

25/07 — Leitura Cênica “Crônicas de um Amanhecer Abortado”

Hora: 19h
Local: Casa do Trabalhador

26/07 — Bloco Aloka

Hora: A confirmar
Local: A confirmar

30/07 — Samba 90 Graus

Hora: 20h30
Local: Theatro Guarany
Ingressos: Minha Entrada

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